Nos últimos dias, a gente teve notícias preocupantes para a comunidade LGBT vindas daTurquia e da Rússia, mas também temos um movimento positivo.

Um tribunal chinês aceitou, pela primeira vez no país, uma demanda de um homossexual que solicitou o direito de se casar com seu parceiro.

Segundo o jornal oficial “Global Times”, o tribunal, na cidade central chinesa de Changsha, admitiu o trâmite da demanda apresentada pelo ativista gay Sun Wenlin, de 26 anos, contra o departamento de assuntos civis local por não permitir que ele se case com seu namorado, de 34 anos.

Sun apresentou o pedido em 16 de dezembro, após um funcionário local rejeitar sua solicitação de registro matrimonial com o argumento que “só um homem e uma mulher poderiam se casar”, apontou o jornal.

A decisão preliminar dos tribunais foi considerada pela militância da China como um passo histórico, embora espera-se que os juízes demorem ainda seis meses para dar seu veredicto final.

O caso foi levado à justiça aproveitando certas lacunas na Lei de Casamento daquele país, que não diz expressamente que essas uniões devam ocorrer apenas entre pessoas de diferente sexo.

Aparentemente, não se fala no texto de “homens” e “mulheres”, mas são usados os termos “marido” e “esposa”, e no idioma mandarim, a semelhança do inglês, muitos substantivos não têm gênero masculino ou feminino.

Vale lembrar que a China tinha o hábito de enviar os homossexuais a campos de trabalhos forçados sem se preocupar em levá-los a julgamento. O país ainda tem muitas restrições contra os homossexuais.

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