A palavra “mistura”, usada como simbologia da alimentação, remonta aos tempos da escravidão. Os escravos nas senzalas tinham acesso a arroz, feijão e farinha, mas a proteína (carne, frango ou peixe), que sempre foi cara, era dada em pequenas quantidades, para que fosse dividida entre todos. Como sobrava um pequeno pedaço para cada um, a carne não era encarada como um prato principal, mas como um complemento a ser misturado no arroz e feijão. O hábito acabou caracterizando nossa gastronomia (no prato típico brasileiro, há mais arroz e feijão do que carne), e é por isso que usamos a palavra “mistura” para designar o complemento proteico do prato.

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