Um estudo publicado por astrônomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia aponta que foram encontradas evidências de que mais um planeta deve fazer fazer parte da configuração atual do Sistema Solar. Ele teria 10 vezes mais massa massa que a Terra e, provavelmente, é coberto de gelo, pedras e gás. O planeta ainda não foi encontrado, mas telescópios em pelos menos dois continentes estão vasculhando o espaço à sua procura. O nono planeta ficaria entre 32 e 160 bilhões de quilômetros de distância do Sol (mais longe do que Plutão, cuja órbita fica a quase 6 bilhões).

O principal indício da existência do planeta é uma observação de muitos astrônomos: seis pequenos corpos no espaço em uma órbita altamente elíptica. Segundo os pesquisadores, o que surpreende é que as órbitas de todos os seis são inclinadas em um ângulo muito parecido, e estão no mesmo quadrante do Sistema Solar. As chances de isso acontecer por “coincidência” são de 1 em 14.000. Assim, acredita-se que um corpo muito maior (um planeta) esteja atraindo gravitacionalmente esses corpos.

Michael Brown, um dos autores do estudo, explica que, de primeira, nem ele acreditou que o responsável pelo fenômeno seria um novo planeta. Segundo ele, essa é e a explicação que os astrônomos dão para qualquer comportamento orbital que eles não conseguem explicar. Mas as equações matemáticas e os modelos de computador foram convincentes. “Aquele foi um momento em que fiquei de queixo caído, quando a ideia passou de uma coisa pequena para algo que pode ser real”, afirma.

O mais irônico da descoberta é que Michael Brown é o mesmo astrônomo responsável pelo rebaixamento de Plutão, 10 anos atrás. No Twitter, ele é @plutokiller (assassino de Plutão), e chegou a escrever livros sobre o assunto. Agora, quem sabe, sua fama fique um pouco melhor. Ele diz que sua filha ainda está brava com ele por toda a história do planeta-anão: “Ela sugeriu alguns anos atrás que ela me perdoaria se eu achasse um planeta novo”. Dito e feito.

O coautor da pesquisa,  Scott Sheppard, diz que a existência do planeta ainda é uma incógnita: “Até nós vermos ele de fato, sempre vai ser questionável se ele existe ou não”. A comunidade científica, no geral, parece esperançosa. E, aparentemente, o assassino de Plutão também:

“OK, OK, agora estou disposto a admitir: eu acredito que o sistema solar tenha nove planetas.”

COMPARTILHAR