Novas histórias da aclamada série sobre casos extraterrestres Arquivo X já estão indo ao ar nos EUA. Mas o que a maioria dos fãs não sabe é que as histórias da vida real sobre a suposta vida alienígena em seus OVNIS visitando nosso planeta seriam suficientes para que os agentes Mulder e Scully passassem a vida inteira investigando.

Na onda dos novos episódios, a Agência Central de Inteligência (CIA) estadunidense divulgou um verdadeiro tesouro de documentos previamente proibidos sobre diversos objetos voadores não identificados da vida real.

Não surpreendentemente, muitos destes avistamentos de OVNIs aconteceram no início da década de 1950. A corrida espacial estava no auge, os medos da Guerra Fria tinham chegado a um passo da loucura, e filmes de ficção científica catapultaram representações não muito convincentes de alienígenas e suas máquinas voadoras na consciência popular. Em 1953, a UFO mania tinha alcançado níveis tão elevados que a CIA colocou uma equipe de consultores científicos para investigar todos os relatórios e avaliar o “Problema dos Objetos Voadores Não Identificados”, de acordo com um memorando divulgado pela agência 1953.

Embora a maioria destes encontros fossem provavelmente formações estranhas de nuvens, relâmpagos ou mesmo testes de mísseis em vez de pequenos homens verdes, eles ainda inspiraram inúmeras teorias da conspiração. Confira alguns dos mais misteriosos arquivos X da CIA:

A frigideira voadora na Alemanha Ocidental

Em 1952, Oscar Linke, ex-prefeito de 48 anos de idade de Gleimershausen, na Alemanha, e sua filha Gabriella, de 11 anos, estavam viajando para casa, quando o pneu do carro estourou perto da cidade de Hasselbach. Sua filha notou algo à distância, que inicialmente pensou que fosse um veado.

Quando Linke chegou mais perto, no entanto, ele viu dois homens olhando para o que parecia ser uma frigideira grande, entre 13 a 15 metros de diâmetro. Em torno das bordas estavam duas fileiras de furos, cada um com cerca de 30 cm de diâmetro, além de uma torre cônica grande, com cerca de 3 metros de altura, que aparecia na parte superior do objeto.

Quando sua filha o chamou de volta, ela surpreendeu os dois homens, que imediatamente pularam para dentro da misteriosa frigideira, de acordo com o relatório da CIA.

Um dos homens, de acordo com Linke, tinha uma protuberância redonda em seu peito que brilhava verde e depois vermelho. Enquanto ele estava assistindo, a estrutura cônica caiu para o chão, o disco começou a subir no ar e sua borda foi cercada com chamas a partir de baixo. Em seguida, ela virou-se horizontalmente e saiu por cima das árvores, desaparecendo na distância.

“Eu teria pensado que tanto a minha filha quanto eu estávamos sonhando, se não fosse pelo seguinte elemento envolvido: quando o objeto tinha desaparecido, eu fui para o lugar onde ele estava e encontrei uma abertura circular no chão, e era evidente que ela tinha sido recém cavada. Tinha exatamente a mesma forma que a torre cônica”, Linke testemunhou a um juiz da Alemanha Ocidental na época.

Linke, que havia recentemente escapado da Alemanha Oriental, alegou que nunca tinha ouvido falar de OVNIS quando estava na Zona Soviética. Ele estava convencido de que a máquina voadora era um aparelho militar soviético. Outras pessoas na área relataram ter visto o que parecia ser um cometa no momento.

Pesquisas em minas de urânio?

Nesse mesmo ano, 1952, no que era então o Congo Belga (atual República Democrática do Congo), dois discos de fogo foram vistos pairando sobre as minas de urânio no distrito de Elisabethville, de acordo com uma reportagem do jornal local Die Presse.

“Os discos deslizaram em curvas elegantes e mudaram suas posições muitas vezes, de modo que a partir de baixo, eles às vezes pareciam como placas, objetos ovais e simplesmente linhas no céu”, dizia o artigo.

De acordo com o texto, o comandante Pierre, que trabalhou no aeródromo de Elisabethville, perseguiu os dois discos voadores em um avião de combate, mas desistiu após 15 minutos. Ele disse que estimou que os discos estavam voando a 1.500 km/h. O disco zuniu e desapareceu ao longo do lago Tanganyika.

De acordo com Pierre, os discos eram de metal, tinham cor de alumínio e entre 12 a 15 metros de diâmetro, além de um botão central, que parecia ficar absolutamente imóvel conforme o disco exterior rodava em velocidades tremendas. A circunferência externa era “velada em fogo”, segundo o relatório. Como aquele na Alemanha Ocidental, este parecia capaz de voar tanto vertical como horizontalmente, e muitas vezes pairava alguns metros acima da copa das árvores. O piloto achou que era pouco provável que a máquina misteriosa fosse tripulada, uma vez que o movimento errático do disco e o calor elevado não permitiria que alguém ficasse lá dentro.

Embora Pierre tenha sido considerado como um oficial de confiança, ninguém confirmou seu avistamento. Baseada em seu relatório, no entanto, a CIA elaborou um esboço das dimensões da suposta nave e de seus potenciais princípios operacionais.

Rastro de fumaça sobre Barcelona

1952 foi um ano movimentado para os avistamentos não identificados de objetos estranhos.

Várias pessoas relataram ter visto objetos rápidos como relâmpagos riscando o céu sobre o Norte da África e da Espanha. O repórter Valentín García, por exemplo, notou um rastro de fumaça vindo de um estranho objeto voador parecido com um foguete perto de Barcelona. Depois que ele fez um relato sobre o ocorrido, seu escritório foi inundado com telefonemas sobre o objeto enigmático, e um de seus amigos capturou uma foto do rastro de fumaça, informou García.

Nesse mesmo ano, as pessoas em Sousse, Tunísia, relataram ter visto “um objeto voador viajando a uma velocidade estonteante de oeste para leste emitindo uma luz verde pálida”.

E no Marrocos, testemunhas relataram um disco voador voando silenciosamente através do céu. Em comparação, os voos dos aviões de caça T-33 nas proximidades pareciam lentos. O objeto traçou uma parábola no céu, fez uma pausa, e então partiu em velocidade em direção a uma cidade no sul.

A CIA não liberou os documentos para mostrar exatamente como todas essas investigações de OVNIS foram resolvidas, mas outros documentos sugerem que a maioria parece ser apenas uma pegadinha ou objetos identificados incorretamente.

Em um relatório de 1953 por um painel consultivo científico com a finalidade de investigar OVNIS, funcionários da agência observaram que “os membros do Painel ficaram impressionados com a falta de dados confiáveis ​​na grande maioria das histórias de casos”.

Em geral, os investigadores especialistas descobriram explicações razoáveis ​​para os avistamentos. Em poucos casos, o painel concluiu que um processo de indução sugeria que relatórios semelhantes poderiam ser improcedentes.

FONTE: Live Science

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